O telefone público, popularmente conhecido como “orelhão” é alvo de vandalismo na maioria das cidades do estado de São Paulo. Porém, essa prática pode trazer diversas conseqüências. Em Artur Nogueira a depredação cresce, mas a reposição dos aparelhos é deficiente e causa transtorno para a população. Entre os efeitos do vandalismo está o prejuízo financeiro para a empresa prestadora do serviço público, pena judicial para o depredador e falta de aparelhos em diferentes lugares da cidade.
O advogado Carlos Hess explica que o orelhão é um patrimônio público. “Conforme o Código Penal, destruir patrimônio da União, Estado, Município ou de empresa de serviços públicos é crime” esclarece. Ele afirma também que ao flagrar o infrator, este será preso e poderá ser condenado de seis meses a três anos de detenção.
Em Artur Nogueira, os vândalos agem em bando e isso dificulta o trabalho da Polícia Militar. O cabo Claílson Vitória elucida a importância das pessoas denunciarem quando virem um ato de depredação. Ele conta que a Polícia Militar de Artur Nogueira desenvolve um projeto com alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental da escola Josephin Tagliari. “O programa ‘Jovens construindo a cidadania’, discute sobre depredação e conscientiza os adolescentes em relação ao ato”, explana.
Mas nem todos os jovens são orientados quanto ao assunto. A dona de casa Zélia da Silva Arruda comenta que já presenciou a destruição de um aparelho telefônico. “Para denunciar tive que usar o mesmo telefone, mas não pude concluir a ligação devido ao estrago feito pelos meninos”, exalta.
O industriário Paulo Alcântara reclama sobre a falta do conserto dos telefones danificados. “No bairro onde moro tem apenas dois orelhões. Quando ligo para a empresa de telefonia, eles garantem que mandarão técnicos, mas isso não acontece”, indigna-se.
A empresa responsável pelos telefones públicos no Brasil é a Telefônica. Na região metropolitana de Campinas, o serviço de manutenção e instalações dos orelhões é feito por uma empresa terceirizada, a Alfapress. Após contato com as empresas, a assessoria de imprensa da telefônica e da Alfapress não quiseram se pronunciar sobre o assunto. A Polícia Militar de Artur Nogueira recomenda que o usuário, ao presenciar um ato de depredação, entre em contato com a Telefônica através do número: 103-15.
Telefone público é mira de vândalos
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Estudante de jornalismo no 



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